quinta-feira, 15 de abril de 2010

Do Anonimato



Às almas mais sensíveis, certamente ainda chocadas com o que se leu aqui, a Gerência tem a comunicar o seguinte: não somos apologistas de qualquer tipo de censura à comunicação através das caixas de comentários, e isto abrange o anonimato. Quem não quer ler o que os visitantes do seu blogue têm para escrever, em momentos de lucidez inspirada ou de "cabeça perdida", não deve moderar: deve cancelar a caixa de comentários e passar a falar sozinho (receita que, segundo Edmund Blackadder, era o segredo para conversas inteligentes).

Apenas variamos de "estilo" no que toca às respostas: usamos os anónimos mais ariscos como punching bags verbais, agradecendo-lhes a chance do exercício e socando ao seu nível, ainda que sempre segundo as regras do Marquês de Queensbury; para os anónimos com algo pertinente a informar, e para os comentadores identificados, reservamos a nossa face mais curial. Os comentários que, apesar do anonimato e do estilo abaixo de obsceno, nem sequer nos conseguirem fazer rir, nem mesmo sorrir, serão, como é óbvio, eliminados.

E um conselho final, em tom ecuménico: se vindes aqui insultar ou aliviar a tensão, irmãos, fazei-o com estilo, com panache (para os saudosos da francofonia), com wit (para os nossos anónimos anglófilos). Sois, afinal, consumidores de algum tipo de literatura para virdes parar a um blogue de uma editora: provai-o, então, no que escreverdes.
(A Gerência)

6 comentários:

  1. Tomara toda a gente escrever com este estilo. Well done!

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  2. Ainda ao Sr. Jorge,

    Fiquei sensibilizado pelo manifesto anti-filha-da-putice que publicou no seu blogue. Foi recado para tocar bem fundo cá dentro, num ponto que não consigo exactamente definir, mas que ficará situado algures nas paredes do duodeno, mesmo que não proporcione o desconforto comichoso da úlcera.
    Fiquei pois com uma dor de cabeça para resolver: é que o cidadão português, quando nasce, e serão raras as excepções a isto, leva logo com uma etiqueta identificadora na testa. À semelhança das mães, que são únicas e insubstituíveis, sejam quais forem as situações profissionais que a vida lhes tenha proporcionado, os nomes ficam acertados à nascença - até antes disso. Não nos dão hipótese de escolha. Se não gostarmos deles, azar. Daqui não saímos, daqui ninguém nos tira.
    O que podemos fazer para contrariar esta situação é criar "aliases", uma situação que está generalizada na Internéta, essa maravilha incorpórea que funciona quase como uma segunda mãe. É neste sentido que venho pedir o seu auxílio. Quero alterar o meu estatuto de anónimo, evitando outro termo mais grosseiro, para não abusar da boa vontade dos senhores aqui da editora. É que enquanto não tiver nome, não posso escrever no seu blogue.
    Estive a dormir sobre o assunto e cheguei a uma série de possibilidades meritórias. Preciso é de uma dica sua para evitar ter de jogar a sorte aos dados:

    - João Montijos
    - Jorge Candelabros
    - João Xeixas
    - David Só Ares
    - Livres desta Areia
    - Sally Reigns Supreme

    Qual gosta mais?

    Na certeza de poder contar com uma resposta iluminada da sua parte (afinal de contas, Candeia que vai na frente alumia duas vezes), fico aguardar que diga qualquer coisa. Pode ser no seu blogue, até. Li noutra mensagem que não tenciona voltar mais a estas bandas. Pelo menos com uma etiqueta identificadora objectiva.

    Abraços deste por enquanto anónimo.

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  3. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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  4. De novo o nosso bombista anónimo. Ora bem, aplicando os preceitos expostos neste post, vejamos:

    Estilo: 0
    Humor: -17
    Pertinência: -26
    Wit: -200
    Panache: -250

    Logo: elimina-se.

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  5. Esse último post do Sr. Candeyas parecia a confissão numa primeira reunião dos AA (Anónimos Anónimos).

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  6. Infelizmente as coisas não são tão simples. O sistema maniqueísta não se aplica, a não ser que se seja fundamentalista.

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