sábado, 12 de setembro de 2009
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
Duro e conciso, como sempre, mas preciso o post de João Gonçalves sobre a "trasladação" dos ossos de Jorge de Sena, esse tipo de espectáculos lúgubres que os Estados gostam de se oferecer e oferecer à memória de quem trataram mal ou, no caso, de quem escolheu sair de cá para poder ser em plenitude o brilhante pensador e homem de letras que esta "pátria amada" nunca quis ter. No fundo, para não acabar como o objecto dos seus estudos mais dedicados, Camões. Num país de um milhão de analfabetos, trazer ossos de escritores serve de quê? [PM]
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Representação no Brasil
Somos representados no Brasil pela Sequência – Representação Editorial, sedeada em Florianópolis, que irá promover e fazer chegar junto dos livreiros (e demais interessados) nesse território oito títulos do nosso catálogo.
sábado, 29 de agosto de 2009
O número que ninguém ousa pronunciar
Juramos que não foi por superstição ou, no limite, por receio de cair num dos "buracos negros" de Covadlo e atrair uma qualquer das suas personagens amaldiçoadas, mas o certo é que ALGO nos impediu de notar que BURACOS NEGROS se compõe de 13 e não 12 contos. Foi preciso a crítica entusiástica de José Riço Direitinho na LER de Setembro (pp. 71-72) para nos apercebermos desse erro, que será corrigido em todas as matrizes "abertas" (site e press-releases em PDF). Seremos já personagens de um 14.º "buraco negro", condenados a trocar os números dos contos publicados em cada novo livro? Hmm...
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Ann leva Hugo para casa
Nada de mal-entendidos: trata-se apenas de anunciar que Ann VanderMeer ganhou o Hugo Award 2009 na categoria de "Best Semiprozine" (juntamente com Stephen H. Segal), pela edição da nova encarnação da Weird Tales, um título com longos e remotos pergaminhos na história da literatura fantástica e da pulp fiction norte-americanas. Ann é casada com Jeff VanderMeer, e conhecemos ambos em 2006 quando Jeff veio a Lisboa apresentar a nossa edição de A Transformação de Martin Lake (já esgotada há muito). Se mais não fosse, a Ann merecia o prémio pela simpatia, pelo que aqui enviamos os nossos parabéns.
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sábado, 15 de agosto de 2009
Swansea por Rhys Hughes
"I wanted a Lovecraftian background but couldn't find one in Swansea. In Swansea, it's the foreground that's Lovecraftian..."
BURACOS NEGROS:
cultivar insónias
"Um livro para quem padece de insónias e que não quer mesmo deixar de as cultivar com denodo". Palavras sobre BURACOS NEGROS de Lázaro Covadlo, em texto de José Guardado Moreira no Expresso de 08.08 (suplemento Actual, p. 29).
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domingo, 2 de agosto de 2009
Cinco estrelas

Filipa Leal, na última edição da Os Meus Livros (Agosto), atribui 5 estrelas à edição de O Doido e a Morte de Raul Brandão que preparámos para a Companhia de Teatro de Almada (CTA). O livro pode ser comprado na coluna lateral deste blogue (PVP: 7.00 Euros).
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
Modelos
O blogue venezuelano Sobre Edición, através do seu editor Leroy Gutiérrez, acaba de apresentar 3 montagens promocionais nossas (se quiserem, "booktrailers") como modelos a seguir por outras editoras. Neste post, as montagens para O Pássaro Pintado, Criaturas da Noite e O Sonho de Borges são exemplos do que o autor considera serem os 4 mandamentos elementares, e citamos:
"1. Elocuente. Las imágenes deben remitir al libro.
2. Estimulante. El lector debe querer ir al libro para descifrar el sentido de las imágenes, las palabras o los sonidos que percibe.
3. Breve. El book trailer es apenas un atisbo del libro, casi como si se pudiera hojearlo en la librería. Así que no puede durar tantto tiempo como para aburrir.
4. Preciso. Como sucede con los avisos publicitarios, si después de haber visto el book trailer no le queda claro al lector el título del libro y el nombre del autor se ha perdido todo el trabajo."
Aqui ficam os devidos (e corados) agradecimentos. (Ao Manuel Bragado do Bretemas também, pela referência).
"1. Elocuente. Las imágenes deben remitir al libro.
2. Estimulante. El lector debe querer ir al libro para descifrar el sentido de las imágenes, las palabras o los sonidos que percibe.
3. Breve. El book trailer es apenas un atisbo del libro, casi como si se pudiera hojearlo en la librería. Así que no puede durar tantto tiempo como para aburrir.
4. Preciso. Como sucede con los avisos publicitarios, si después de haber visto el book trailer no le queda claro al lector el título del libro y el nombre del autor se ha perdido todo el trabajo."
Aqui ficam os devidos (e corados) agradecimentos. (Ao Manuel Bragado do Bretemas também, pela referência).
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Um SOS entre muitos
As coisas estão mesmo assim: é tempo de SOS. No caso, é a Salt, uma pequena editora inglesa de poesia, com uma imagem impecável (e amigos influentes...), que pede ajuda da única forma em que uma pequena editora pode ter ajuda: comprem, por favor, "um livro apenas" (directamente e no seu site, claro). Começa a tocar-nos a todos, mesmo aos que parecem ter boas unhas para se agarrarem...
sábado, 25 de julho de 2009
Editar em recessão: entrevistas
Para ler aqui, uma série de entrevistas a editores de pequenas casas independentes (small presses) americanas sobre as suas experiências em tempos de recessão, incluindo Declan Spring, senior editor da mãe de todas as editoras (ainda) independentes americanas, a New Directions.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Covadlo antes de Covadlo
Antes da chegada das respostas de Lázaro Covadlo às nossas perguntas sobre BURACOS NEGROS, eis o autor falando sobre o seu último romance, Las Salvajes Muchachas del Partido.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
BURACOS NEGROS :
montagem promocional
Estamos um bocado fartos disto dos "trailers" (com o prefixo "book" ou sem ele). Eis, portanto, a "montagem promocional" para BURACOS NEGROS de Lázaro Covadlo, da mesma casa que tem produzido "montagens promocionais" desde Novembro de 2005. (Para verem a versão Flash em formato SWF, com melhor qualidade de imagem, desloquem-se à página do livro no nosso site). Com sons de John Cage e John Cale.
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Vacaciones de Jordi Codina Font
Eis Vacaciones, a adaptação de "Quando a Tarde Cai", um dos contos de BURACOS NEGROS de Lázaro Covadlo. Curta-metragem de 2007 de Jordi Codina Font. Agradecemos ao realizador e ao autor a autorização para a divulgação deste filme.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Vacaciones: buracos negros sob
o sol inclemente
Antes da sua colocação no Youtube, eis alguns frames de Vacaciones, uma curta-metragem de 2007 de Jordi Codina Font, adaptando o conto "Quando a Tarde Cai" de Lázaro Covadlo, incluído em BURACOS NEGROS. Agradecemos ao realizador e ao autor a autorização para a divulgação deste filme.




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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Férias com Feltrinelli e Girodias: uma sugestão

Descobri que livros sobre editores (note-se: não sobre edição), memórias ou biografias ou monografias sobre casas editoriais, são viciantes. Por mais monótona e padronizada que possa parecer a actividade vista de fora, há sempre surpresas escondidas nestas páginas, e raramente derivam do que se possa esperar, ou seja, do brilhantismo e excentricidade dos "autores": são os próprios biografados que surgem, mesmo sem grande esforço dos biógrafos, e apenas pela força dos factos, como figuras extraordinárias.
É o caso destas duas sugestões de leitura, dois livros que comprei ao desbarato no ebay (fora os portes, o conjunto ficou por 2 USD, ou seja, perto de 1.40 EUR) e que são uma porta inesperada para duas histórias de edição que desconhecia em detalhe (Girodias) e na totalidade (Feltrinelli).
Que a história da Olympia Press de Maurice Girodias era curiosa, já o sabia: foi, afinal de contas, o único editor com coragem suficiente para avançar com a primeira publicação de Lolita de Vladimir Nabokov em 1955. Acontece que este The Good Ship Venus de John St. Jorre (sim, o nome do autor é mesmo este; não se trata de um dos famosos noms de plume do catálogo da Olympia), publicado pela Pimlico, revela uma das mais incríveis odisseias na história da edição, a de uma casa sediada em Paris que publicava em inglês (na senda da Obelisk do seu pai, Jack Kahane, e da Shakespeare & Company de Sylvia Beach), que, para a maioria, não passava da editora de dirty books mais famosa ou infame (o termo parece ter sido inventado e usado com gosto pelo próprio Girodias, talvez antecipando o seu uso pelos juízes), mas que, à custa do dinheiro ganho com esse nicho, publicou, além de Lolita, os romances de Samuel Beckett, Naked Lunch de William Burroughs, The Ginger Man de J.P. Donleavy, Candy de Terry Southern, e a 1.ª edição em inglês da Story of O de Pauline Reage (e se querem saber quem foi ela realmente, este é o livro certo), para não falar de obras de Henry Miller e Lawrence Durrell. Os capítulos sobre a publicação de Lolita, Naked Luch e Ginger Man valem o peso em ouro (e Nabokov não sai muito bem na fotografia final). St. Jorre está visivelmente fascinado pelo seu "herói" mas isto não é uma hagiografia: recorrendo a uma documentação extensa, cria uma polifonia de vozes antagónicas que dá uma imagem ricamente texturada de um editor relutante no pagamento de royalties e traduções, que passou metade da vida em tribunal (e que, notoriamente, retirava algum prazer disso), e que perdeu a sua editora precisamente num tribunal (os detalhes só lidos mesmo: contados não se acredita...). Quanto aos dirty books propriamente ditos, publicados na série Traveller's Companion de discreta capa verde? Nos seus autores (sob pseudónimo) havia nomes depois famosos como Alexander Trocchi ou Norman Rubington, mas havia também turistas americanas em dificuldade financeira, homens de negócios ingleses, jovens escritores desconhecidos em busca de sustento e até uma jovem paquistanesa cosmopolita, descrita por Girodias assim:
"She always wore flowing silk saris, her hair, thick and braided, had never been cut or coiffed, she was modest, beautiful, patient, polite and draped in veils as she handed us the not-so-innocent product of her cultivated mind. She was, in every way, what my father and I had dreamed a pornographer should be." (p. 58)
Se a história de Girodias é a de um dandy libertino e culto, que prosperou enquanto as leis censórias não foram abolidas em Inglaterra e nos EUA, e que sabia reconhecer e lutar por um bom livro quando o encontrava, a história de Giangiacomo Feltrinelli (Harcourt) é, apesar de explicável pelas contingências culturais da sua época (os anos de 1960 e o pós-1968), talvez a mais radical história da edição do século XX, a de um homem que viveu para o culto e a difusão da palavra impressa e que a certo ponto achou que a palavra não chegava e se preparou para a acção (poder-se-ia traçar um paralelo com o trajecto de Mishima).
Os factos são, por si, espantosos: herdeiro de uma fortuna considerável, Feltrinelli cria a sua casa editorial nos anos de 1950 e no final da década comete a proeza do século: clandestinamente, vai à Rússia resgatar o manuscrito de Dr. Jivago (mas não o seu autor) e, por acordo com Pasternak, torna-se o detentor dos direitos mundiais deste romance. Podem fazer as contas. Anos depois, após o pico da Crise dos Mísseis, está em Havana para assegurar os direitos das memórias de Fidel Castro, o que lhe garante, em 1967, acesso ao inner circle dos rebeldes na selva boliviana (Feltrinelli chega a estar preso em La Paz) , e os direitos mundiais (assegurados pessoalmente por Castro) do Diário de Che Guevara. Podem de novo fazer as contas. Milionário, cada vez mais bem sucedido como editor, ele volta da sua última estada em Cuba um homem diferente: já não é o editor, porque descobre que os livros não terão nunca a força das armas. Com uma amante a quem conta pouca coisa, faz um périplo secreto por África e procura aliados, e, em Itália, radicaliza gradualmente a sua posição política (chega a planear a sublevação da Sardenha, "uma Cuba mediterrânica"). Entra na clandestinidade e desaparece. A 14 de Março de 1972 é encontrado morto junto a um engenho explosivo que teria tentado colocar num posto de transformação eléctrica perto de Milão: os "anos de chumbo" tinham chegado.
Escrito pelo filho Carlo, poderíamos mais uma vez pensar estarmos perante um relato hiperemotivo e factual e analiticamente débil. Erro: Carlo é de uma candura e uma frieza extrema, referindo-se ao seu pai sem o uso do possessivo e procurando dá-lo a conhecer através de documentos escritos e depoimentos de terceiros (os episódios cubanos e latino-americanos são, como é óbvio, absolutamente preciosos, criando uma imagem vívida dos anos cruciais do século XX).
Dois livros sobre um certo tipo de editores cujo molde se perdeu há muito, e que são um refrescante antídoto da actual obsessão com a edição "profissionalizada" e gerida em holdings por "CEOs".
(PM)
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
Pack Rhys Hughes a 23 Euros

Na compra deste pack (composto de um exemplar de UMA NOVA HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA e outro de A SEREIA DE CURITIBA de Rhys Hughes) paga apenas 23 Euros, ou seja, poupa 9 Euros numa compra dos 2 livros ao PVP sem desconto. Consulte a página Loja do nosso site (ou directamente a página de Encomendas). Promoção válida APENAS EM COMPRAS NO NOSSO SITE.
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Descontos de 50%...
apenas com PayPal

Com a chegada de Julho, abrimos uma promoção "volante": alternaremos um desconto de 50% sobre todos os títulos com mais de 1 ano (a promoção estará devidamente identificada com o gráfico que podem ver sobre a capa). Esse desconto durará apenas alguns dias até passar para outro título e assim sucessivamente. Apenas quem possua uma conta PayPal... ou quem queira criar uma seguindo os passos indicados antes pode beneficiar deste desconto. Começamos com A SEREIA DE CURITIBA de Rhys Hughes, que pode portanto ser comprado a 8.50 € nos próximos dias.
domingo, 7 de junho de 2009
Como usar (e pagar com) o PayPal no nosso site (e no blogue)
PEQUENA INTRODUÇÃO
A cíclica exposição a notícias sobre "fraudes" na internet tem o perverso condão de transformar a maioria dos potenciais compradores portugueses (já muito aversos a confiar ou a usar a net como meio de compra de produtos e serviços) em paranóicos guardadores-de-dinheiro-debaixo-do-colchão, para quem o momento de "clicar" em qualquer gráfico que diga Pay ou Comprar é a porta para uma câmara escura de imprevisíveis punições. Se essa mentalidade fosse universal (as "fraudes" pela net são-no, afinal de contas), empresas como a eBay ou a Amazon estariam falidas há muito. Acontece que não só não estão, como prosperam e crescem de forma quase geométrica. Ou seja: a confiança que subjaz ao acto de comprar pela net, um acto solitário em que o comprador não "vê" o vendedor nem "toca" o produto, é o motor da nova economia digital, e um dos mais poderosos travões à recessão do consumo (quer a económica, quer a psicológica, que se alimentam mutuamente).
Está por fazer ainda a estatística rigorosa sobre os hábitos de consumo digital dos portugueses, mas creio que o consenso generalizado é de que existe um défice de confiança nas ou conhecimento das ferramentas e serviços que sustentam a economia digital.
Dois exemplos práticos, comparando Portugal e o Brasil:
1) Portugal – Agravando o facto de as compras através de meios de pagamento totalmente digitais (como o PayPal, a base do sucesso do eBay) serem quase nulas, não tanto pela falta de confiança como pelo simples e completo desconhecimento, a obsessão pelo pagamento por reembolso ou por transferência bancária ainda vem acompanhada, por vezes, de perguntas como "se vos fizer a transferência, como vão saber que fui eu?" (além de comprador, sou vendedor no eBay há 3 anos, e posso dizer que se contam pelos dedos de uma mão mutilada os compradores portugueses no ebay, e das 2 vendas que fiz para Portugal, uma foi paga por acordo através de... transferência bancária);
2) Brasil – Há uns tempos, trabalhando na criação de um site para uma empresa, sugeri a inclusão do meio de pagamento do PayPal, que é totalmente gratuito e facílimo de integrar, com um conhecimento básico de HTML, tanto num site como num blogue. Poucos dias depois, houve um contacto de uma potencial compradora do Brasil que achava que as taxas cobradas pelos bancos e os Correios são elevadas mas que não conhecia o PayPal nem sabia como funciona. Foi enviado um email de resposta com os passos elementares para a criação de uma conta e pagamento, mas a sensação era de que a compra estava perdida. Errado: menos de 10 minutos depois, era feito um pagamento cujo remetente correspondia ao email da senhora/menina que 10 minutos antes não sabia sequer como funcionava o PayPal. Isto repetiu-se com compradores do Brasil outras 3 vezes, pelo menos, num curto espaço de tempo (fora as vezes de que não tive conhecimento): da total ignorância para uma compra segura em menos de 10 minutos. Pagamentos por PayPal de portugueses em Portugal? Zero.
Ora, na nossa modesta situação de produtores de bem culturais à venda na internet, temos a obrigação de combater essa ansiedade com informação, até porque a sobrevivência de empresas como a nossa passa pela economia digital, e esta apenas progride com base na compra online e na confiança que subjaz a esta. Há perto de 2 anos, a McSweeney's esteve para falir, arrastada pela falência da sua distribuidora; uma mega promoção na sua loja virtual, com packs do seus diversos livros, revistas e outros produtos, salvou a editora. Um exemplo concreto de que as compras directas aos produtores (neste caso de livros) beneficiam quem os produz (e o próprio comprador, pela redução dos custos com a distribuição que favorece a descida do PVP).
(PM)
COMO CRIAR UMA CONTA PAYPAL
1. No site da PayPal, clicar no link Sign Up.
2. Aqui, escolher o país, a língua de preferência e o tipo de conta a criar (PESSOAL, no caso), clicando em Abrir uma conta.

3. Preencher os dados pessoais básicos (email, password, nome, morada, país, telefone) e submetê-los. De especial importância é o email, pois passará a ser a sua "chave" para usar (pagar e/ou receber) o PayPal: trata-se do único dado que o receptor dos seus pagamentos irá conhecer (para além do seu endereço, para onde os bens adquiridos serão enviados). Tanto o seu número de conta como (se for o caso) o seu cartão de crédito serão do conhecimento apenas do PayPal.
4. Após a introdução desses dados e seu envio, a página seguinte permite escolher entre 2 modos de pagamento. Quem tiver cartão de crédito deverá escolher essa modalidade (a mais usada: se não tem um cartão de crédito, pode usar um método de cartão de crédito virtual como o MBnet). Quem não tiver cartão de crédito, pode agora escolher a modalidade de transferência da sua conta bancária para "carregar" a conta Paypal.

5. No caso de opção pela modalidade da conta PayPal, esta será mantida através de transferências a partir da sua conta bancária pessoal. O processo passa por uma conta no BES pertencente ao Paypal, cujos dados estão em baixo, e da qual o PayPal passará o dinheiro para a conta PayPal do utilizador (esta opção é recente, pois até ao ano passado o cartão de crédito era obrigatório).

6. Esteja atento à sua caixa de email (do email que deu na introdução dos seus dados), pois o PayPal contactá-lo-á após a criação da conta.
7. No primeiro acesso à sua conta, terá de a Verificar (torná-la reconhecida para pagamentos) através de um pagamento simbólico ao PayPal de 1,50 USD, que lhe será restituído posteriormente.
8. Todos os dados introduzidos neste processo são confidenciais e apenas do conhecimento do PayPal, e o site é seguro: não há sequer a possibilidade de guardar a password no seu browser. Não há qualquer obrigação de compra depois da criação da sua conta nem qualquer pagamento a fazer ao PayPal com excepção do pagamento simbólico referido em 7. Aconselhamos o uso da Ajuda do próprio PayPal.
COMO PAGAR COM PAYPAL NO NOSSO SITE
1. Junto a cada título, quer na página inicial, quer na de Livros, quer nas páginas de cada livro, encontra um pequeno gráfico (devidamente identificado com o logo do PayPal) em baixo do PVP (também o encontra aqui no blogue, na coluna da esquerda):

2. Ao clicar nesse gráfico está a adicionar 1 exemplar desse livro ao seu "carrinho de compras" virtual, onde tem listadas as suas compras por título, quantidade e valor (em Euros). Uma vez aí, pode decidir continuar a comprar (clicando no botão respectivo e voltando ao site) ou proceder imediatamente à sua compra clicando no botão de fundo amarelo.

3. Isso fará com que entre na sua conta PayPal.

4. Aqui, o valor total e final da sua encomenda ser-lhe-á indicado e terá apenas de a confirmar ao clicar em Pagar agora.

5. Se decidir fazer uma encomenda de mais de 1 título ou de vários exemplares de 1 título (Deus lhe pague e guarde por muitos e bons e lhe dê saudinha), pode ir controlando o estado do seu carrinho clicando no gráfico à esquerda do logo PayPal nas páginas individuais dos livros, e que se encontra também na página inicial, na página geral de Livros, na da Loja e na das Encomendas.

6. Se ainda assim se sentir inseguro/a quanto ao pagamento directo por PayPal, ou precisar de alguma informação nossa, sugerimos que preencha os seus dados na nossa página de Encomendas e marque PayPal como modo de pagamento. Entraremos em contacto consigo.

A cíclica exposição a notícias sobre "fraudes" na internet tem o perverso condão de transformar a maioria dos potenciais compradores portugueses (já muito aversos a confiar ou a usar a net como meio de compra de produtos e serviços) em paranóicos guardadores-de-dinheiro-debaixo-do-colchão, para quem o momento de "clicar" em qualquer gráfico que diga Pay ou Comprar é a porta para uma câmara escura de imprevisíveis punições. Se essa mentalidade fosse universal (as "fraudes" pela net são-no, afinal de contas), empresas como a eBay ou a Amazon estariam falidas há muito. Acontece que não só não estão, como prosperam e crescem de forma quase geométrica. Ou seja: a confiança que subjaz ao acto de comprar pela net, um acto solitário em que o comprador não "vê" o vendedor nem "toca" o produto, é o motor da nova economia digital, e um dos mais poderosos travões à recessão do consumo (quer a económica, quer a psicológica, que se alimentam mutuamente).
Está por fazer ainda a estatística rigorosa sobre os hábitos de consumo digital dos portugueses, mas creio que o consenso generalizado é de que existe um défice de confiança nas ou conhecimento das ferramentas e serviços que sustentam a economia digital.
Dois exemplos práticos, comparando Portugal e o Brasil:
1) Portugal – Agravando o facto de as compras através de meios de pagamento totalmente digitais (como o PayPal, a base do sucesso do eBay) serem quase nulas, não tanto pela falta de confiança como pelo simples e completo desconhecimento, a obsessão pelo pagamento por reembolso ou por transferência bancária ainda vem acompanhada, por vezes, de perguntas como "se vos fizer a transferência, como vão saber que fui eu?" (além de comprador, sou vendedor no eBay há 3 anos, e posso dizer que se contam pelos dedos de uma mão mutilada os compradores portugueses no ebay, e das 2 vendas que fiz para Portugal, uma foi paga por acordo através de... transferência bancária);
2) Brasil – Há uns tempos, trabalhando na criação de um site para uma empresa, sugeri a inclusão do meio de pagamento do PayPal, que é totalmente gratuito e facílimo de integrar, com um conhecimento básico de HTML, tanto num site como num blogue. Poucos dias depois, houve um contacto de uma potencial compradora do Brasil que achava que as taxas cobradas pelos bancos e os Correios são elevadas mas que não conhecia o PayPal nem sabia como funciona. Foi enviado um email de resposta com os passos elementares para a criação de uma conta e pagamento, mas a sensação era de que a compra estava perdida. Errado: menos de 10 minutos depois, era feito um pagamento cujo remetente correspondia ao email da senhora/menina que 10 minutos antes não sabia sequer como funcionava o PayPal. Isto repetiu-se com compradores do Brasil outras 3 vezes, pelo menos, num curto espaço de tempo (fora as vezes de que não tive conhecimento): da total ignorância para uma compra segura em menos de 10 minutos. Pagamentos por PayPal de portugueses em Portugal? Zero.
Ora, na nossa modesta situação de produtores de bem culturais à venda na internet, temos a obrigação de combater essa ansiedade com informação, até porque a sobrevivência de empresas como a nossa passa pela economia digital, e esta apenas progride com base na compra online e na confiança que subjaz a esta. Há perto de 2 anos, a McSweeney's esteve para falir, arrastada pela falência da sua distribuidora; uma mega promoção na sua loja virtual, com packs do seus diversos livros, revistas e outros produtos, salvou a editora. Um exemplo concreto de que as compras directas aos produtores (neste caso de livros) beneficiam quem os produz (e o próprio comprador, pela redução dos custos com a distribuição que favorece a descida do PVP).
(PM)
COMO CRIAR UMA CONTA PAYPAL
1. No site da PayPal, clicar no link Sign Up.
2. Aqui, escolher o país, a língua de preferência e o tipo de conta a criar (PESSOAL, no caso), clicando em Abrir uma conta.

3. Preencher os dados pessoais básicos (email, password, nome, morada, país, telefone) e submetê-los. De especial importância é o email, pois passará a ser a sua "chave" para usar (pagar e/ou receber) o PayPal: trata-se do único dado que o receptor dos seus pagamentos irá conhecer (para além do seu endereço, para onde os bens adquiridos serão enviados). Tanto o seu número de conta como (se for o caso) o seu cartão de crédito serão do conhecimento apenas do PayPal.
4. Após a introdução desses dados e seu envio, a página seguinte permite escolher entre 2 modos de pagamento. Quem tiver cartão de crédito deverá escolher essa modalidade (a mais usada: se não tem um cartão de crédito, pode usar um método de cartão de crédito virtual como o MBnet). Quem não tiver cartão de crédito, pode agora escolher a modalidade de transferência da sua conta bancária para "carregar" a conta Paypal.

5. No caso de opção pela modalidade da conta PayPal, esta será mantida através de transferências a partir da sua conta bancária pessoal. O processo passa por uma conta no BES pertencente ao Paypal, cujos dados estão em baixo, e da qual o PayPal passará o dinheiro para a conta PayPal do utilizador (esta opção é recente, pois até ao ano passado o cartão de crédito era obrigatório).

6. Esteja atento à sua caixa de email (do email que deu na introdução dos seus dados), pois o PayPal contactá-lo-á após a criação da conta.
7. No primeiro acesso à sua conta, terá de a Verificar (torná-la reconhecida para pagamentos) através de um pagamento simbólico ao PayPal de 1,50 USD, que lhe será restituído posteriormente.
8. Todos os dados introduzidos neste processo são confidenciais e apenas do conhecimento do PayPal, e o site é seguro: não há sequer a possibilidade de guardar a password no seu browser. Não há qualquer obrigação de compra depois da criação da sua conta nem qualquer pagamento a fazer ao PayPal com excepção do pagamento simbólico referido em 7. Aconselhamos o uso da Ajuda do próprio PayPal.
COMO PAGAR COM PAYPAL NO NOSSO SITE
1. Junto a cada título, quer na página inicial, quer na de Livros, quer nas páginas de cada livro, encontra um pequeno gráfico (devidamente identificado com o logo do PayPal) em baixo do PVP (também o encontra aqui no blogue, na coluna da esquerda):

2. Ao clicar nesse gráfico está a adicionar 1 exemplar desse livro ao seu "carrinho de compras" virtual, onde tem listadas as suas compras por título, quantidade e valor (em Euros). Uma vez aí, pode decidir continuar a comprar (clicando no botão respectivo e voltando ao site) ou proceder imediatamente à sua compra clicando no botão de fundo amarelo.

3. Isso fará com que entre na sua conta PayPal.

4. Aqui, o valor total e final da sua encomenda ser-lhe-á indicado e terá apenas de a confirmar ao clicar em Pagar agora.

5. Se decidir fazer uma encomenda de mais de 1 título ou de vários exemplares de 1 título (Deus lhe pague e guarde por muitos e bons e lhe dê saudinha), pode ir controlando o estado do seu carrinho clicando no gráfico à esquerda do logo PayPal nas páginas individuais dos livros, e que se encontra também na página inicial, na página geral de Livros, na da Loja e na das Encomendas.

6. Se ainda assim se sentir inseguro/a quanto ao pagamento directo por PayPal, ou precisar de alguma informação nossa, sugerimos que preencha os seus dados na nossa página de Encomendas e marque PayPal como modo de pagamento. Entraremos em contacto consigo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009
Novidade: BURACOS NEGROS de Lázaro Covadlo

Em poucos dias, estará já no mercado BURACOS NEGROS de Lázaro Covadlo, o autor de CRIATURAS DA NOITE que publicámos já em 2007.
Fica também o aviso de que a PROMOÇÃO "Buracos Negros" chega ao seu termo no próximo Domingo dia 7. A quem se habilitou, as nossas garantias de que receberão o vosso exemplar gratuito já na próxima semana; a quem ainda quer habilitar-se: despachem-se, pois já não há muito mais tempo... nem livros (a promoção está limitada a 12 exemplares).
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