
Às almas mais sensíveis, certamente ainda chocadas com o que se leu aqui, a Gerência tem a comunicar o seguinte: não somos apologistas de qualquer tipo de censura à comunicação através das caixas de comentários, e isto abrange o anonimato. Quem não quer ler o que os visitantes do seu blogue têm para escrever, em momentos de lucidez inspirada ou de "cabeça perdida", não deve moderar: deve cancelar a caixa de comentários e passar a falar sozinho (receita que, segundo Edmund Blackadder, era o segredo para conversas inteligentes).
Apenas variamos de "estilo" no que toca às respostas: usamos os anónimos mais ariscos como punching bags verbais, agradecendo-lhes a chance do exercício e socando ao seu nível, ainda que sempre segundo as regras do Marquês de Queensbury; para os anónimos com algo pertinente a informar, e para os comentadores identificados, reservamos a nossa face mais curial. Os comentários que, apesar do anonimato e do estilo abaixo de obsceno, nem sequer nos conseguirem fazer rir, nem mesmo sorrir, serão, como é óbvio, eliminados.
E um conselho final, em tom ecuménico: se vindes aqui insultar ou aliviar a tensão, irmãos, fazei-o com estilo, com panache (para os saudosos da francofonia), com wit (para os nossos anónimos anglófilos). Sois, afinal, consumidores de algum tipo de literatura para virdes parar a um blogue de uma editora: provai-o, então, no que escreverdes.
(A Gerência)